

03/09/2007 - Caderno Link do Estadão
O CD serve hoje mais como um cartão de visitas
Lançado no primeiro semestre,
o segundo álbum de Nego Moçambique, La Rumba Computer, fugiu
do padrão da famosa capinha de plástico. É uma caixa
de papelão estilizada e o CD mesmo vem dentro dela em um encarte mais
simples. O formato segue uma idéia da sua gravadora, a Segundo Mundo,
que tem visto os álbuns mais como um cartão de visitas dos artistas.
“Fiz o CD como um registro, uma lembrança, para as pessoas que
gostam mesmo de som. A caixa serve para guardarem coisas dentro, botar na
sala de enfeite. É um CD de luxo, mas, ao mesmo tempo, um CD para todo
mundo”, diz Nego. Apesar de seus álbuns custarem na faixa dos
R$ 30, o músico acredita que os CDs, em geral, deveriam ser mais baratos.
“Pode ter muito malandro, mas isso aqui é um país miserável.
O CD virou coisa de elite. As gravadoras preferem o lucro garantido e sobem
o preço. Esse lucro vai por água abaixo uma hora. Então
tem de existir mesmo pirataria, MP3 para baixar. Não é uma questão
de ser contra ou a favor”, afirma. F.S.