

Publicidade 2.0: o fim do comercial de 30 segundos?
por Alexandre Fugita - Techbits
O último painel do dia, sobre as conseqüências da internet para o mercado publicitário foi o mais agitado. A discussão ficou quente entre Luis Grottera, presidente da TBWA Brasil e Suzana Apelbaum, sócia da Hello, agência especializada em internet e também com passagem pela África e Click.
É possível perceber claramente que Grottera é conservador, estilo antigo e a Suzana mais antenada nas novas tecnologias. Em uma discussão que perguntava se o comercial de 30 segundos da TV estaria com os dias contados, Groterra defendeu que uma campanha na TV gera recall (lembrança por parte dos consumidores) ao redor de 20 a 30%. Então se você investir 10 milhões de reais, 8 milhões foram jogados fora, mas 2 milhões aproveitados. E, segundo ele, essa é uma boa média. Ainda segundo o Grottera, vale mais investir na TV do que na internet, mídia que ficará cara tanto quanto a TV daqui alguns anos.
Peraí… acho que ele não leu a Cauda Longa. Peraí… 8 milhões jogados fora e somente 2 aproveitados? Peraí… Claro, já entendi. Ele está defendendo o seu peixe.
Já a Suzana Apelbaum defendeu a internet. Não sei como não saiu uma briga mais feia, hehe! Na internet é possível direcionar totalmente os esforços publicitários. Cem mil reais investidos no Google dão retorno de porcentagem muito maior. Não há desperdício com o ruído como o fato dos consumidores zapearem entre os canais.
Anúncios como o vencedor do Gran Prix Cyber em Cannes, o comercial da Dove, em vídeo, mas jamais exibido na TV, é algo a ser estudado. O vencedor da categoria Cyber (internet) foi um filme! Viral está na moda. Comercial na TV está acabado.
Assim como a Márion Strecker do UOL, aparentemente o Grottera não agradou com esse discurso retrógado para uma platéia selecionadíssima de CIOs, CEOs, empresários e tudo mais. Muitos que conversei acharam que a vitória do debate foi da Suzana. Ponto para a nova mídia que é a internet.